terça-feira, 17 de junho de 2008

Anti-Mosquito 1.0

Pra você que acha que já viu de tudo, eu digo que pode ter visto quase tudo!
O ouvido humano não é capaz de ouvir todas as freqüências de sons emitidos. Algumas freqüências só podem ser ouvidas por animais tipo cachorros, gatos e (podem acreditar) por insetos.

Tanto é que existem apitos para cães que somente eles, os cães conseguem ouvir, a pessoa que sopra o apito não ouve nada. Alguns desses sons emitidos atraem os animais ou insetos, mas alguns deles machucam seus tímpanos fazendo com que eles se afastem.
O Programa trabalha em uma freqüência inaudível ao ser humano que é totalmente audível pelos insetos, repelindo-osApós instalar, é só escolher uma frequencia que não te incomode e pronto!!!

Não precisa ter caixa de som no micro e se tiver não precisa deixar ela ligada pois o programa emite o som pelo mini alto-falante localizado dentro da sua CPU (Aquele que faz "bip" quando você liga o computador).

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Como excluir sua conta MSN

Aprenda de maneira muito fácil, excluir aquela sua conta antiga do MSN live messenger. Contém um tutorial explicando passo a passo todo o processo.

Clique abaixo:
Como excluir minha conta do MSN

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Os animais e as grandes catástrofes

Instinto animal pode salvar vidas humanas
Revista Isto É

Vistos apenas como ferozes predadores, a ciência descobre agora que os tubarões prevêem desastres naturais e podem salvar vidas humanas.

Na costa da Flórida, 14 tubarões fugiram para águas profundas 12 horas antes de o furacão Charley atacar a região.

Eles são considerados os reis dos mares, sobretudo porque sobrevivem como ferozes predadores - mas nem tudo neles é destruição. Podem ajudar, por exemplo, a salvar vidas humanas diante da iminência de catástrofes naturais. Os tubarões freqüentam atualmente o universo de pesquisa de biólogos de todo o mundo que buscam compreender as suas inúmeras habilidades. A pesquisadora britânica Lauren Smith realizou uma série de experimentos no Centro Hiperbárico Nacional em Aberdeen, na Escócia, e na semana passada veio à tona uma nova e surpreendente revelação: os tubarões acusam em seus corpos mínimas mudanças na pressão atmosférica, mudanças que são, por sua vez, os sinais da natureza sobre eventuais furacões e terremotos.

De tão minucioso, preciso e sincronizado, o organismo de um tubarão parece ter sido construído num laboratório de alta tecnologia. A sua visão é de longo alcance, podendo observar uma presa nitidamente a três metros de distância ou, com menor grau de definição, a 15 metros. Isso ocorre graças a uma camada refletiva em seus olhos que permite um aproveitamento superior da luminosidade em locais com pouca luz, como águas turvas ou profundas. O olfato é extremamente apurado, identificando substâncias muito diluídas na água, como o corpo de um animal em decomposição a meio quilômetro de distância. Quanto à pele, o tubarão possui escamas que lhe dão um deslizamento na água de aproximadamente 40 quilômetros por hora (é a velocidade média de um jet ski). Está em sua audição, no entanto, a chave para operações de prevenção e salvamento de milhares de pessoas diante de catástrofes naturais. "É incrível a percepção de perigo desses animais. Em um dos furacões que destruíram a costa da Flórida, eles migraram cerca de 12 horas antes para águas profundas", diz Lauren.


A bióloga Lauren Smith monitorou
os tubarões de perto

O caso mais famoso que comprova essas pesquisas no campo da biologia envolveu o monitoramento de 14 tubarões da espécie galha-preta, eletronicamente marcados. Eles migraram de seu habitat, em Sarasota, nove horas antes de o furacão Charley atacar a região. Mantiveramse afastados das áreas de risco por mais de duas semanas e só então retornaram. O fato intrigou a bióloga Lauren, que passou a comandar incansáveis monitoramentos para entender como os tubarões funcionam como sismógrafos. "A resposta está na audição, que é sensível à pressão atmosférica", diz ela. "Ainda no núcleo do planeta, o tremor de terra gera um tipo de pressão que eles entendem como alerta de perigo." Parte das pesquisas foi realizada em uma câmara de altitude. Em seu interior, as mudanças de pressão imitaram as alterações verificadas dentro e fora do oceano diante de frentes e massas de ar quente. Outra parte do estudo monitorou o movimento de tubarões selvagens com receptores acústicos e aparelhos GPS (sistema de posicionamento global via satélite) na Estação de Campo Biológica de Bimini, nas Bahamas. "Ficou claro que o ouvido dos tubarões é semelhante ao dos humanos, tanto que sente mudanças de pressão", diz Lauren. "Nos animais, no entanto, há um nervo especial que comunica ouvido e cérebro, levando as informações sobre pressão atmosférica. O tubarão usa então esse mecanismo como sistema de alerta sobre mudanças no tempo."

Diversos cientistas concluíram que a complexidade de seu formidável organismo se deve ao fato de sua morfologia não ter sofrido alterações nos últimos 60 milhões de anos - fenômeno raro no reino animal. Qual o motivo de essa espécie estar há tanto tempo imune a mutações? A resposta a essa questão recai principalmente em seus sensores naturais na região frontal do corpo e na impressionante e acurada audição: são superpoderes que protegem os tubarões das ameaças do meio ambiente, ainda que tal proteção seja exercida intuitivamente com extrema agressividade. Eles são capazes de sentir o cheiro de uma única gotícula de sangue, por exemplo, em meio a uma piscina olímpica, e percebem à distância o batimento cardíaco de uma presa.

Os maiores predadores do mar serão também testados em outras pesquisas. Os governos de países que constantemente são castigados com desastres naturais estão interessados no monitoramento de tubarões na tentativa de impedir milhões de mortes, como aconteceu em dezembro de 2004 quando um tsunami varreu parte da Indonésia. Os únicos seres que saíram ilesos dessa tragédia, segundo os biólogos que trabalharam no local, foram os animais.

Fonte: http://www.passeiweb.com/


Tsunami: O Instinto Animal diante do Perigo Histórias de Tsunamis: Contos de Animais

Em Khaolak, a 80 quilômetros ao norte de Phuket, na orla marítima de Andaman, na Tailândia, uma dúzia de elefantes que passeava turistas ficou agitada e começou a fazer sons com as trombas horas antes da chegada do tsunami. Este fato aconteceu aproximadamente na mesma hora em que o terremoto submarino ocorreu fora da linha costeira de Sumatra. Momentos antes de o tsunami atacar, os elefantes fugiram para terras mais altas – alguns escaparam dos seus grilhões – levando com eles quatro turistas japoneses. Um oficial do Parque Nacional de Khaolak (Khaolak National Park) comentou que nenhum animal foi encontrado morto no local – eles tinham fugido para as colinas, ele acredita que os animais do parque ou das proximidades não morreram vítimas do tsunami.

Da mesma forma, na região sudeste do Sri Lanka, no Parque Nacional Yala (Yala National Park), funcionários do local narraram que os animais – tigres, elefantes, búfalos, macacos, entre outros - tinham escapado ilesos, mesmo com o tsunami atingindo a costa ao redor do parque.

No litoral, ao sul da Índia, no santuário Point Calimere (Point Calimere sanctuary), grupos de flamingos, que deveriam estar procriando naquela época do ano, fugiram para florestas mais seguras.

Pescadores afetados pelo tsunami da área de Kuala Muda, na Malásia, relataram grandes números de golfinhos nadando muito perto da orla – alguns a 200 m – dois dias antes do tsunami. Os mamíferos marinhos estavam pulando para fora da água, movendo suas caudas, tentando chamar a atenção dos pescadores.

Um fato muito interessante foi contado pelos mesmos pescadores. Eles disseram que três dias antes da chegada do tsunami capturaram vinte vezes a quantidade a que costumavam pescar. É possível que os peixes estivessem se afastando do epicentro do terremoto submarino que se aproximava e que geraria o tsunami.

No entanto, nem todos os animais escaparam ilesos. Grandes tartarugas foram encontradas mortas entre os entulhos da província de Aceh, ao longo da devastada costa da Indonésia.

Fonte: www.animalplanetbrasil.com

Milhares de sapos fugiram de uma cidade próxima do epicentro do terremoto de segunda-feira no sudoeste da China, alguns dias antes do tremor, informou a imprensa chinesa.

A migração anormal dos animais, que de modo repentino invadiram as ruas de Mianyang no fim de semana passado, provocou comentários entusiasmados de blogueiros convencidos de que se tratava de um sinal que anunciava o tremor.

Porém, um especialista entrevistado pela agência estatal Xinhua minimizou a hipótese. "Existem muitas razões para explicar uma anomalia em animais e nas águas subterrâneas. Um sismo é uma possibilidade, assim como as mudanças climáticas e as condições atmosféricas", declarou Zhang Guomin, analista do Instituto de Pesquisas Sismológicas.

Um repórter de um jornal de Mianyang entrevistou no domingo os moradores da cidade sobre o estranho fenômeno.

Os mais velhos afirmaram ter interpretado a fuga dos sapos como um sinal de um desastre iminente. Os mais jovens faziam piada da relação e afirmaram que os animais saíram para receber a tocha olímpica.

O subdiretor do Centro de Redes Sismológicas da China, Zhang Xiaodong, disse que as investigações sobre os terremotos avançarão neste sentido para saber se é possível estabelecer um vínculo entre um fenômeno natural e a iminência de um tremor.

Porém, admitiu que "a previsão dos terremotos continua sendo um enigma para o mundo".

Fonte: http://noticias.terra.com.br/

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A Arte de Viver e de Morrer

09/05/2008 - 20:28 Edição nº 521

A arte de viver e de morrer

O professor americano que, enquanto espera a morte, está dando uma lição de vida

PETER MOON













LEGADO

Pausch, em sua casa, na Virgínia. O livro que será lançado nos EUA na semana que vem foi feito como uma lição para os filhos


É uma tradição crescente das universidades americanas oferecer a seus alunos uma aula intitulada A Última Lição. Em geral, a honra cabe a um dos professores mais admirados do campus. Pede-se a ele que imagine estar perto de morrer e ser aquela sua última chance de transmitir aos estudantes o que ele aprendeu de mais valioso na vida. No caso da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, Pensilvânia, o escolhido do ano passado foi Randy Pausch, um professor de Ciência da Computação. Um dos mais famosos especialistas em videogame e realidade virtual dos Estados Unidos, Pausch, aos 46 anos, era um dos heróis dos alunos e uma das mais brilhantes estrelas da Carnegie Mellon. O que era para ser um exercício hipotético tornou-se, para Pausch, uma questão existencial. Pouco depois de ter sido convidado para dar "a última lição", ele foi diagnosticado com câncer de pâncreas, uma das formas mais fatais da doença. "Os médicos me disseram que eu tenho de três a seis meses de vida", disse, no início do discurso, em setembro. "Isso faz um mês, então vocês podem fazer as contas."

Os 76 minutos da palestra foram gravados, colocados no site YouTube e podem ser vistos em epoca.com.br. De lá para cá, mais de 10 milhões de pessoas viram e ouviram sua mensagem. Versões editadas da palestra foram vistas por muito mais gente. Desde então, Pausch se tornou uma celebridade. Ele apareceu no Oprah Winfrey Show, o programa de entrevistas de maior sucesso da TV americana, e foi ao Congresso fazer campanha por verbas para pesquisas. Recebeu mais de 10 mil e-mails. Na semana passada, seu nome entrou na lista das cem pessoas mais influentes do mundo, publicada pela revista Time.

Mais do que sua tragédia pessoal, o que vem causando comoção nos Estados Unidos e no mundo é a forma como ele lida com a proximidade da morte. "Não posso mudar as cartas que tenho na mão, mas posso decidir como quero jogá-las", disse na palestra. "Se não pareço deprimido como deveria, desculpe por desapontá-los. Não sei viver sem ser feliz."

Sua mensagem deverá reverberar ainda mais a partir do sábado que vem, quando chega às livrarias americanas o livro The Last Lecture (A Última Lição). A editora Hyperion pagou US$ 6,7 milhões para publicar uma versão ampliada do discurso de Pausch. O jornalista Jeff Zaslow, o primeiro a divulgar a palestra e colocar trechos dela na internet, foi contratado para entrevistar Pausch. Durante 53 dias, os dois seguiam uma rotina: Zaslow escrevia no computador e Pausch pedalava sua bicicleta, respondendo às perguntas pelo celular.

Pausch diz que nunca esperou fazer tanto sucesso. Ele achava que falaria no auditório central da Carnegie Mellon para não mais do que 150 pessoas. Apareceram 400, que o aplaudiram de pé no início da sessão (ao que ele respondeu: "Deixem que eu primeiro mereça os aplausos") e várias vezes durante. Também não esperava ter, depois, tantos milhões de admiradores. Seu recado não era para o público em geral – nem mesmo para os estudantes aos quais se dirigiu. "Esta aula não foi feita para vocês", disse, no final da palestra, "mas para os meus três filhos."

Dylan, de 6 anos, Logan, de 3, e Chloe, com quase 2, ainda são muito pequenos para entender o que se passa com o pai. Por isso, ele gravou a palestra. "Quero que eles entendam as coisas nas quais acredito, e todas as maneiras como eu os amo." Em relação a seu livro, Pausch afirma: "O que me importa são apenas os três primeiros exemplares (reservados aos filhos)".

A palestra era intitulada Conquistando Seus Sonhos de Infância. Pausch se diz bem-sucedido nesse quesito. Não virou astronauta como sonhava, mas andou no acelerador da Nasa que dá a sensação de falta de gravidade. Trabalhou no projeto de um simulador de tapete voador para o jogo da Disney inspirado no filme Aladin. E conheceu William Shatner, o ator que representa o capitão James T. Kirk em seu seriado favorito: Jornada nas Estrelas. Shatner foi a seu laboratório para entender de realidade virtual, quando escrevia um livro sobre a ciência por trás da série.

"Meus filhos não sabem que em cada encontro com eles eu estou dizendo adeus"


Pausch falou também sobre seu legado. O programa de criação de imagens 3-D da universidade, Alice, que ele ajudou a fazer, registrou 1 milhão de downloads no ano passado. "Como Moisés, cheguei à Terra Prometida, mas não vou poder pisar nela", afirmou. "Tudo bem. Eu sobreviverei no Alice."

Em setembro, Pausch gozava de ótima saúde. Exercitava-se, não bebia e jamais fumou. Para sua platéia, fez algumas flexões de braço, e disse: "Antes de sentirem pena de mim, venham aqui e façam algumas". Um dia antes, sua mulher, Jai, tinha feito aniversário. Ele comandou um "parabéns a você", enquanto Jai subia ao palco para soprar velinhas e lhe sussurrar no ouvido: "Não morra". A palestra foi concluída com mensagens curtas e simples. Não se queixem. Trabalhem. Acreditem nas pessoas. Dêem o melhor de si. E estejam preparados, pois "a sorte favorece a mente preparada", como disse o médico francês Louis Pasteur.

A ida ao Congresso em março cobrou um alto preço para a saúde de Pausch. Seu coração e rins começaram a falhar. Teve de trocar a bicicleta pelo leito hospitalar. O câncer se espalhou para os pulmões e o abdome. Desligado da vida acadêmica, Pausch comprou uma casa na Virgínia e passa a maior parte do tempo com as crianças, filmando tudo. "Há um certo senso de urgência que eu tento não deixar que contamine meus filhos. Eles não sabem que em cada encontro com eles eu estou dizendo adeus", disse. "As crianças, mais que tudo, precisam saber que seus pais as amam. E os pais não precisam estar vivos para que isso aconteça."

Fonte: Revista Época - Edição nº 521

Assista abaixo a palestra de Randy Pausch:



terça-feira, 20 de maio de 2008

CEMITÉRIO PARA ANIMAIS


Quem te acompanhou a vida toda, merece ser tratado com dignidade e respeito. PETMEMORIAL o primeiro crematório individual para animais domésticos da América do Sul.

  • Cremação individual;
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Plantão permanente: (14) 9775.2899
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Serviços de transportes para Clínica Veterinára UNESP, Petshop.
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Estrada do Morro Cavado, nº 1.485 - Ilha de Guaratiba - Rio de Janeiro/RJ.
Teleatendimento 24h: (21) 3325.7704/9925.9793
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Tel.: (19) 3296.0313/(19) 8114-9728 e (19) 8114.9729.
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Serviços: Planos funerários, caixões, remoções, velórios, sepulturas e jardinagem.


Atende de segunda a segunda e aos feriados, das 08:30h às 18:30h.
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Tel/Fax: (11) 4144.1520/(11) 4144.2844 e (11) 4144.2512
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Animais mortos nas estradas brasileiras.

domingo, 18 de maio de 2008

A origem dos cães

Origem dos Canídeos

Os canídeos são mamíferos caracterizados por dentes caninos pontiagudos, uma dentição para um regime onívoro e um esqueleto dimensionado para uma locomoção digitígrada. Pertencem à ordem dos carnívoros, cujo desenvolvimento data do início da era terciária, nos nichos ecológicos abandonados pelos grandes répteis, eles mesmos desaparecidos no final da era secundária. Começaram a evoluir e a se diversificar nessa época, no continente norte-americano, com o aparecimento de uma família de carnívoros parecendo-se com o nosso atual pequeno mustelídeo tipo das lontras: os miacídeos. Essa família prosperava no continente há 40 milhões de anos e abrangia 42 gêneros diferentes, enquanto só conta com 16 em nossos dias. A família dos canídeos atuais abrange três subfamílias: os cuonídeos (licaon), os otocinonídeos (otocion) da África do sul e os canídeos (cão, lobo, raposa, chacal, coiote).

Evolução dos Canídeos

Os canídeos substituíram progressivamente os miacídeos com o aparecimento do gênero hesperocion, muito difundido há cerca de 35 milhões de anos, O seu crânio e seus dedos já apresentavam analogias ósseas e dentárias como às dos lobos, dos cães e das raposas atuais para poderem se apresentar na orgem dessas linhagens.

O mioceno vê o aparecimento do gênero flacion que devia parecer-se a um rato lavador mas, principalmente, do gênero Mesocion cuja arcada dentária era compatível à do nosso cão atual. O perfil dos canídeos evolui, então, progressivamente com os gêneros Cynodesmus (parecendo-se ao coiote), em seguida Tomarctus e Leptocyon para aproximar-se cada vez mais do nosso lobo atual ou mesmo do cão tipo Spitz, graças à redução e enrolamento do rabo, o alongamento dos membros e de suas extremidades notadamente com a redução do dedo chamado polegar que traduzem uma adaptação para a corrida.

Aparecimento do Gênero Canis

Os canídeos do gênero Canis só aparecem no final da era terciária para ganhar a Europa no eoceno superior pelo estreito de Bering daquela época, mas de onde parecem desaparecer no oligoceno inferior sendo substituídos pelos ursídeos. O mioceno superior os vê voltar com a imigração, sempre com procedência da América do Norte, de Canis lepophagus, que já era parecido ao cão atual, se bem que seu tamanho seja mais próximo ao do coiote.

Esses canídeos migram então, progressivamente para a Ásia e para a África, no plioceno. Paradoxalmente, parecem só ter conquistado a América do Sul, mais tarde, no pleistoceno inferior. Enfim, é realmente o homen que está na origem de sua introdução no continente australiano, há cerca de 500.000 anos, no pleistoceno superior, mas nada prova que ele esteja na origem dos dingos, esses cães selvagens que povoam atualmente esse continente e que foram, há somente de 15.000 a 20.000 anos, importados pelo homen.

O Ancestral do Lobo, do Chacal e do Coiote

Canis etruscus, datando de cerca de 1 a 2 milhões de anos e atualmente considerado, apesar do seu pequeno tamanho, como o ancestral do lobo na Europa, enquanto Canis Cypio, que habilitava na região dos Pirineus há cerca de 8 milhões de anos, parece ter sido a origem do chacal e coiote atuais.

Sobre a Importância dos Sítios Arqueológicos da Europa e da China

Distiguimos nos sítios arqueológicos da Europa vários tipos de cães: os maiores teriam se originado dos grandes lobos do Norte (tinham o tamanho, na cernelha, dos atuais Dogues alemães) e teriam dado origem aos cães nórdicos e aos grandes cães pastores. Os menores, morfologicamente perto dos dingos selvagens atuais, achariam suas origens nos lobos menores da Índia ou do Oriente Próximo.

O cão tem a sua Origem no Lobo?

Os mais antigos esqueletos de cães descobertos datam de cerca de 30.000 anos depois do aparecimento do homen de Cro-Magno (Homo sapiens sapiens). Eles sempre foram exumados em associação com o resto das ossadas humanas e é razão pela qual mereceram, em seguida, a denominação de Canis familiaris (-10.000 anos).

Parece lógico pensar que o cão doméstico descende de um canídio selvagem pré-existente. Entre ascendentes em potencial figuram o lobo (Canis lupus), o chacal (Canis aurus) e o coiote (Canis patrans).

Por outro lado, é na China que os antigos vestígios dos cães foram descobertos, enquanto que, nem o chacal, nem o coiote foram identificados nestas regiões. Na China também foram encontradas as primeiras associações entre o homem e uma variedade de lobos de tamanho pequeno (Canis lupus variabilis) que remonta a 150.000 anos. A coexistência dessas duas espécies, num estágio precoce de sua evolução, parece confirmar a teoria do lobo como ancestral do cão.

Essa hipótese foi reforçada recentemente por várias descobertas, notadamente: o aparecimento de certas raças de cães nórdicos diretamente originados do lobo; o resultado de trabalhos genéticos comparando o DNA mitocondrial destas espécies, revelando uma semelhança superior a 99,8% entre o cão e o lobo enquanto ela não ultrapassa 96% entre o cão e o coiote; e existência de mais de 45 subespécies de lobos que poderiam estar na origem da diversidade racial observada nos cães; a semelhança e compreensão recíproca da linguagem de postura e da linguagem vocal entre essas duas espécies.

Semelhança entre o Cão e o Lobo: uma análise difícil

Estas semelhanças entre cães e lobos complicam o trabalho dos arqueólogos para fazer uma distinção precisa entre os vestígios do lobo e do cão quando estes são incompletos ou quando o contexto arqueológico torna a coabitação pouco provável. Com efeito, o cão primitivo só se diferencia do seu ancestral por alguns detalhes pouco fiáveis, como o comprimento do focinho, a angulação do stop ou ainda à distância entre os molares cortantes e os tubéculos superiores.

O número de canídeos predadores certamente foi muito inferior ao de suas presas, o que vem a diminuir as chances de se descobrir os seus fósseis. Todas essas dificuldades, às quais se juntaram as possibilidades de hibridação cão-lobo, permitem entender porque os numerosos elos sobre as origens do cão restam a serem descobertos e, notadamente, as formas de transição entre Canis lupus variabilis e Canis familiaris que talvez permitirão, algum dia, encontrar uma resposta entre as diferentes teorias.

Observemos, no entanto, que toda teoria "de difusão" que atribui às migrações humanas as responsabilidades de adaptações do cão primitivo, exclui a teoria "evolucionista" que sustenta que as variedades de cães provem de diferentes centro de domesticação do lobo.

A Domesticação do Lobo

A descoberta de pegadas e ossadas de lobo nos territórios ocupados pelo homem na Europa remonta a 40.000 anos, se bem que, sua real utilização não esteja ainda autenticada pelo Homo sapiens nos afrescos pré-históricos.

Nesta época, o homem ainda não era sedentário e se alimentava de produtos de sua caça cujas migrações ele seguia. As mudanças climáticas — final de um período glacial e aquecimento brutal da atmosfera que ocorreram há cerca de 10.000 anos na passagem do pleistoceno para o holoceno, conduziram a substituição das tundras pelas florestas e, como resultado, á diminuição dos mamutes e dos bisões em substituição pelos cervos e javalis. Essa diminuição da caça tradicional impulsionou o homem a inventar armas novas e a adaptar suas técnicas de caça. Estavam então concorrendo com os lobos que se alimentavam da mesma caça e utilizavam as mesmas técnicas de caça em matilha, laçando mão de "abatedores".

O homem teve que, então, naturalmente, tornar o lobo o seu aliado para a caça, procurando, pela primeira vez, domesticar um animal antes de torná-lo sedentário por si próprio e cuidar do seu gado. Assim, o cão primitivo era, indiscutivelmente, um cão de caça e não um cão pastor.

Da Familiarização do Lobo à Sua Domesticação

A domesticação do lobo acompanha a passagem do homem do período de "predação" ao período de "produção". Ela certamente começou pela familiarização de alguns indivíduos. Mesmo se esse trabalho de familiarização deve ser retomado na base por ocasião da morte de cada indivíduo, ele constitui a primeira etapa indispensável para conduzir à domesticação de uma espécie, incluindo uma segunda etapa: o domínio de sua reprodução.

A domesticação do lobo começou sem dúvida no oriente, mas não se realizou num único lugar, nem do dia para a noite, se referimos aos numerosos centros de domesticação descobertos nos sítios arqueológicos.

Várias tentativas tiveram de ser conduzidas em diferentes pontos do globo sobre jovens lobos originados de vários grupos e levados a uma impregnação irreversível ao homem, durante seu período neonatal, em seguida à rejeição dos seus congêneres, que caracterizam a domesticação. Esse sucesso foi sem dúvida favorecido pela aptidão natural dos jovens lobos a se submeterem às regras hierarquizadas de uma matilha. Mesmo se algumas fêmeas, quando se tornaram adultas, puderam, de vez em quando, ser fecundadas por lobos selvagens, os produtos desses acasalamentos, criados na proximidade do homem, também foram sujeitos a esta impregnação interespecífica, limitando as possibilidades de voltar ao estado selvagem.

Do Lobo ao Cão

Como em toda domesticação, o processo de familiarização do lobo se fez acompanhar de várias modificações morfológicas e comportamentais em função de nossa própria evolução. Assim, as mudanças observadas nos esqueletos demonstram um tipo de regressão juvenil denominada "pedomorfose", como se os animais, quando se tornavam adultos, tivessem guardado com o passar das gerações, características e certos componentes imaturos: redução do tamanho, diminuição da cana nasal, pronunciamento do stop, latidos, gemidos, atitudes lúdicas... que fazem certos arqueozoólogos afirmarem que o cão é um animal que permaneceu no estágio de adolescência, cuja sobrevivência depende estritamente do homem.

Paradoxalmente, este fenômeno é acompanhado de uma redução do período de crescimento, levando a um avanço do período de puberdade e permitindo, assim, um acesso à reprodução mais precoce, que explica porque, nos dias de hoje, a puberdade é mais precoce nas raças de cães de pequeno porte do que nas raças de grandes, em todos os casos mais precoces do que nos lobos (cerca de dois anos). Paralelamente a dentição adapta-se a um regime mais onívoro do que carnívoro, pois os cães domésticos "contentavam-se" com os restos alimentares dos homens sem ter que caçar para sua subsistência.

Este tipo de "degenerescência" que acompanha a domesticação encontra-se igualmente na maioria das espécies como na espécie porcina (encurtamento do focinho) ou mesmo nas raposas de criação que podem adotar, em apenas cerca de vinte gerações, um comportamento similar aos dos cães de pequeno porte. A relação doméstica, então parece ir de encontro à evolução natural — a menos que se considere o homem como uma parte integrante da natureza para aparentar-se a uma técnica de seleção.

Os Resultados da Seleção pelo Homem

Embora se encontre a descrição de "galgos" na paleontologia egípcia ou de "molossos" na história assíria, este eram apenas, na realidade, subespécies de Canis familiaris, variedades ou tipos de clãs, o aparecimento de raças caninas tais como as que conhecemos hoje em dia é um fenômeno bem mais recente do que a domesticação, porque ela data desde a Antiguidade.

Fora algumas raças caninas, como o Bichon maltês, cuja identificação racial pôde ser mantida num território limitado, a maioria das raças de cães são produtos da seleção exercida pelas nossas civilizações, da ação permitida pela domesticação e da orientação dos acasalamentos.

http://www.firstsunsetkennel.hpg.ig.com.br/artigos_arquivos/cao_origens.htm

sábado, 10 de maio de 2008

Evento premia cães fantasiados de super-heróis no Rio de Janeiro

Por Alessandra Fabro
07/04/2008 - 15:17














A chuva não estragou a festa da cachorrada. No último domingo (06), cerca de 60 cães fantasiados de personagens de HQs participaram do Fest Cães & Pets, realizado na Praça Afonso Pena, Tijuca, Rio de Janeiro.

Estiveram presentes Bob Esponja, Rei Leão, Minnie, Mickey, Mulher Maravilha, Super-Homem, Homem-Aranha, Batman e Wolverine, representando os X-Men, entre tantos outros heróis das histórias em quadrinhos.

Numa disputa "animal", os cães desfilaram com suas fantasias para o grande público que compareceu ao evento. Os mais aplaudidos foram Wolverine, que levantou a galera com sua performance, o Rei Leão que, descabelado no colo de sua "mãe", arrancou suspiros e Bob Esponja que, correndo por fora, agradou até aos mais exigentes. No final, Rei Leão acabou "abocanhando" o primeiro lugar, para a alegria dos presentes.

No desfile dos cães "hors concours", o cão Toquinho, caracterizado de Wolverine, venceu a cadela Morgana, vestida de Minnie, levando o prêmio "Best in Show".

Além do concurso temático, também houve premiação no quesito beleza, que foi dividido por categorias: Filhotes; Mini Porte; Pequeno Porte; Médio Porte e Grande Porte. Os vencedores foram selecionados por juízes ligados ao mercado de pets. Os três primeiros colocados de cada categoria ganharam troféus e produtos veterinários.


http://minhanoticia.ig.com.br/materias/483001-483500/483179/483179_1.html